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Augusto Cury

Ansiedade: como enfrentar o mal do século

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Augusto Curry - Como enfrentar o mal do século

O livro do psiquiatra Augusto Cury “Ansiedade: como enfrentar o mal do século” (Editora Saraiva; 160 páginas; 9 reais) traz reflexões sobre os desafios da nossa era tecnológica e superabundante de informação, uma era repleta de recursos, mas adoecida pela falta de inteligência emocional e autoconhecimento.

Estamos o tempo todo cercados por novidades e estímulos. A tecnologia se expandiu rápido e ganhou formas incríveis, contudo, biologicamente o homem mudou pouco ao longo da história. Não temos clareza da capacidade intelectiva de nossos antepassados, mas pelas obras filosóficas e de arte, é bem possível afirmar que seu potencial intelectivo era o mesmo de nossos gênios da atualidade; não somos mais inteligentes ou evoluídos. Quer dizer que temos muito mais estímulos e informação nos dias de hoje, mas nosso maquinário continua primitivo para lidar com tudo isso. Neste momento fica claro a importância do autoconhecimento e da informação de qualidade, pois munidos disso nós somos capazes de enfrentar os desafios com maior lucidez e maturidade. Embora vivamos em um período tecnológico e com muitos amigos nas redes sociais, raramente conhecemos as pessoas em profundidade. O pouco contato conosco e com os outros nos faz rasos e imaturos. O autor apresenta no livro um estudo realizado pelo instituto de pesquisa social da universidade de Michigan que traz um número alarmante: uma em cada duas pessoas deve desenvolver transtornos psiquiátricos. Esse número impressionante é confirmado diariamente pelos médicos e estudiosos da mente e do comportamento. Estamos adoecendo, consumindo mais remédios, nos afastando dos outros, mergulhados em um estado ansioso, com dificuldades para dormir e nos relacionar.

O livro serve de plataforma para o autor apresentar suas teses, sendo a principal e guia mestra do livro a SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado). Nossa ansiedade é mais constante e o autor diz que vivemos uma ansiedade crônica, que nunca cessa. O pivô dessa crise é a SPA, um pensamento acelerado, descontrolado e excessivo. Uma preocupação constante com tudo que nos cerca, uma mente turbulenta que não consegue ouvir os outros, pensar suas particularidades e até mesmo dormir. Deitamos a cabeça no travesseiro e não conseguimos dormir, pensamos sobre o dia, sobre o trabalho, faculdade, relacionamento, etc. Atolamos nossa mente em expectativas e medos. O excesso é marca do nosso tempo, produzimos e consumimos demais. Queremos ouvir vários podcasts, ler vários livros e artigos, assistir muitas palestras e aulas, tudo em um desespero ansioso por saber mais e alcançar novas coisas.

Precisamos estar atentos para o excesso, cuidando do que consumimos e da direção que nossa vida está seguindo. O excesso está por todos os lados. Nas ruas, TVs, computadores, celulares. Estamos o tempo sendo bombardeados pelo novo. Tudo isso compete por nossa atenção e divide espaço com tantas outras demandas da vida. Além de viver atarefados e sobrecarregados, temos que viver a vida, alinhar nossas expectativas e lidar com toda a tsunami emocional que é viver. Por isso a inteligência emocional se tornou a palavra de ordem, e a cada dia fica mais claro sua importância.

Dicas

  • Pegue leve, não fique obcecado por ler, ver vídeos, podcasts. O excesso de informação não acelera o aprendizado, na verdade ele retarda e paralisa a mente.
  • Diminuir a expectativa de retorno. Fazer nossas atividades, mas não criar excessiva esperança do resultado é mais saudável e menos danoso caso as coisas não se realizem.
  • Meditar, respirar fundo, diminuir o uso do celular e fazer exercícios são ótimas formas de acalmar a mente e mantê-la saudável.

Top 5 Aprendizados

  1. Consumir mais informação não garante aprendizado, na realidade isso causa menos aprendizado e uma possível paralisia por estresse cognitivo.
  2. O melhor investimento e seguro de vida é uma mente lúcida e madura, capaz de resolver conflitos, ponderar e aquietar-se.
  3. Arquivamos com mais facilidade momentos e pensamentos ruins do que os momentos bons. É preciso tomar cuidado com o diálogo interno e com as lentes que escolhemos para ver o mundo.
  4. Temos tudo para ter uma ótima vida, nenhuma geração na história humana teve tantos recursos, e mesmo assim continuamos tristes. Fica claro para nós que a resposta não está nas coisas e nas conquistas materiais, devemos ser capazes de ver o mundo e ter maturidade emocional para lidar com a complexidade da vida.
  5. É preciso aprender a selecionar os livros, textos, vídeos, podcasts que vamos consumir. Caso contrário vamos sobrecarregar o cérebro e no final sair perdendo.
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Ansiedade: como enfrentar o mal do século
Augusto Cury
Livros & Negócios 2018 por MINIMAL