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Daniel Levitin

A mente organizada

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A mente organizada - Daniel Levitin

O livro “A mente organizada” de Daniel Levitin traz uma visão científica e prática de várias questões do dia a dia. Na era da sobrecarga da informação, como podemos pensar e agir de forma estratégica. Com abordagens teóricas o autor nos leva para o universo da neurociência, e na prática nos apresenta soluções para lidar com o excesso de informação.

Nos dias de hoje somos bombardeados de informação o tempo todo, carregamos o celular conosco o dia inteiro e a cada desbloqueio de tela uma tsunami de novidades. Nosso cérebro que se transformou pouco desde nossos ancestrais, não é versátil para o excesso de informação. Nosso foco é limitado e a área executiva responsável por esse processamento, dá conta de no máximo 5 tarefas simultâneas. Apesar disso, não é qualquer coisa que conseguimos fazer ao mesmo tempo. Dependendo da atividade, ela requer tanto foco que ficamos cegos para qualquer outra coisa.

Estamos em um bate-papo e chega uma mensagem no celular, por acaso decidimos dar uma espiada e ver o que é. De repente tomamos uma bronca de quem está conversando conosco, já não estávamos prestando atenção na conversa. Uma outra situação muito cotidiana é, você está andando e chega uma mensagem ou um e-mail no celular, e você decide responder. Começa dar alguns passos e então pára, pensa um pouco e responde. Nesse momento você se dá conta que estava parado, e por isso volta dar alguns passos. Não demora para ficar incomodado com a situação, você precisa decidir: responder e depois voltar a andar, ou continuar andando e deixar a mensagem para depois. Esses dois exemplos se encaixam muito bem na nossa vida moderna, onde um aparelho conectado a internet está conosco dia e noite, nos bombardeando com notificações o tempo todo. Esses estímulos roubam nossa atenção e o foco difuso atrasa nosso desenvolvimento, o que não demora para as tarefas acumularem e o pânico se instaurar.

Na era da informação as coisas mudaram e evoluímos em várias aspectos. Contudo, o dia a dia ainda precisa de objetividade, precisamos resolver problemas e alcançar metas. Como ficam nossos resultados se nossas mentes estão sempre desfocadas e ansiosas? Estudos apontam algumas psicopatologias resultantes desse processo caótico diário, como: depressão, angústias, ansiedade, insônia, etc.

O autor e psicólogo cognitivo Daniel Levitin estuda o comportamento humano e os desdobramentos que a era da informação gera em nossas mentes. Mais do que nunca precisamos aprender a dizer não, saber o que dar atenção e construir estratégias para focar em tarefas essenciais para nosso sucesso, tanto profissional quanto pessoal.

No passado para ter acesso a informação você precisava de um rádio, uma televisão ou visitar uma biblioteca. Era um grande trabalho ter acesso a conteúdos, gastava-se horas para achar alguns tópicos de interesse em uma biblioteca repleta de títulos. Hoje nós temos acesso a esses conteúdos em segundos através do Google. O volume de artigos, livros, vídeos, podcasts que são produzidos por dia é impossível de ser consumido. É uma avalanche de oportunidades, e a mente moderna fica perdida. No passado aprendia-se pouco pelo acesso ser difícil, hoje aprende-se pouco pelo excesso de informação, dificuldade para filtrar, priorizar e encaixar tudo isso em corridas 24 horas.

No livro “A mente organizada” o autor apresenta duas grandes estratégias para dar conta do excesso de informação e oportunidades. O primeiro é não sobrecarregar a mente guardando tudo nela. Sempre que alguma coisa que precisa ser resolvida aparece em nossa mente, devemos anotá-la. Isso pode ser feito no celular com aplicativos de notas ou até mesmo no bom e velho papel. Quando colocamos isso pra fora, criamos âncoras para retomar aquele assunto, nesse momento aliviamos a pressão sobre a memória, o que aumenta nossa capacidade de foco.

A segunda estratégia é sempre dividir as tarefas em pequenas tarefas. Segundo o autor, nós procrastinamos porque não temos clareza do porquê fazer, do como fazer e de quando fazer. É por isso que a quebra das tarefas pode ser uma ótima estratégia. Tarefas menores para resolver são mais objetivas, o senso de realização aumenta, pois estaremos vencendo etapas, e no final conseguimos resolver grandes problemas.

Fica para nós nos tempos atuais o desafio de priorizar. Através dos estudos e reflexão aprendemos mais sobre nossa natureza e o funcionamento da mente. Isso nos dá condição de desenhar estratégias e criar sentido para nossas vidas. Diante de tanta informação ficara para nós o dever de dizer não para muitas oportunidades, sempre visando um objetivo maior e de longo prazo.

Em “A mente organizada” de Daniel Levitin, encontramos ideias, sugestões e aprendizados ricos sobre a vida moderna e o progresso da ciência cognitiva.

Top 5 aprendizados

  1. Alternar a atenção de uma tarefa para outra exige mais energia. Focar exige menos.
    Por incrível que pareça, ficar focado em uma tarefa custa menos para nosso cérebro do que ficar trocando de tarefa o tempo todo. Quando trocamos de tarefa acionamos milhares de processos no nosso cérebro. A mente precisa recordar, organizar, priorizar e focar novamente. Como isso custa muita energia, tendemos a ficar muito mais cansados em um dia de muito estímulo, do que um dia muito focado e produtivo.
  2. Clareza. Completar uma tarefa exige que definamos um começo e fim.
    Uma estratégia eficaz para resolver problemas é definir o seu começo e fim. Saber em que estágio a coisa está e até que ponto devemos ir para ela ser concluída faz toda diferença. Muitas pessoas ficam presas a tarefas sem fim por não saber limitar a entrega.
  3. O princípio fundamental da mente organizada é externalizar os pensamentos
    Quando um pensamento, uma ideia, uma preocupação atinge nossa mente consciente, devemos escrever sobre ela. Esse ato libera nossa memória e evita que o foco seja perdido por impulsos inconscientes e desconhecidos.
  4. A maior diferença de um especialista e um novato é que o especialista sabe o que dar foco.
    É incrível que a maior diferença de um especialista e um novato é que o especialista sabe para o que dizer não. O novato geralmente está lutando para não se afogar no mar de informações, enquanto o especialista sabe o que dar foco.
  5. Estudos apontam que não temos capacidade multi-tarefa, indivíduos que fazem muitas coisas ao mesmo tempo não só estressam seu sistema cognitivo, como não atingem o máximo de performance em suas tarefas.
    Escrever um texto, ver um vídeo, trocar mensagens e outras coisas que às vezes fazemos ao mesmo tempo custam muito de nós. A realidade é que acabamos fazendo tudo mal feito. Esse foco difuso limita o desenvolvimento pessoal, o que nos impede de atingir altas performances.
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A mente organizada
Daniel Levitin
Livros & Negócios 2018 por MINIMAL