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Silêncio

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Silêncio | Thich Nhat Hanh

O livro do monge zen-budista Thich Nhat Hanh “Silêncio: O poder da calma em um mundo barulhento” (Editora Casa dos Livros; tradução Rodrigo Peixoto; 160 páginas; 20 reais) nos chama para a reflexão e meditação. Vivemos em um mundo tão agitado e veloz que através desta confusão perdemos o contato com nosso íntimo, nos afastando do auto conhecimento e apreciação da vida.

Qual foi a última vez que você fez silêncio ou esteve em um lugar silencioso? É perturbador pensar que quase não vivemos situações que culminam em silêncio e calma. Mas o curioso é que diante do silêncio, nossa mente ocidental e barulhenta, rapidamente se desespera e procura fuga em aparelhos eletrônicos ou outros remédios para o caos interior. Fugimos do silêncio por vários motivos, o mais gritante é o medo de enfrentar nossas maiores dores ou questões existenciais. A vida parece tão curta e rápida que perder-se em devaneios filosóficos é um ultraje para nossa sociedade atarefada e pragmática. Tudo precisa fazer sentido e qualquer ócio traz um peso emocional muito grande. Pensamos que deveríamos estar estudando, vendo uma palestra, aplicando o tempo de forma produtiva, o tempo ruge e o ditado popular diz que “tempo é dinheiro”. A grande questão é que este é um erro de interpretação enorme. Não podemos absorver muita informação o tempo todo. Nosso cérebro tem limitações e o excesso nos causa diversas perturbações, seja física ou psicológica. Estar em constante barulho, com estímulos intermináveis, não é um atalho para o sucesso ou crescimento pessoal. Na verdade é uma via expressa para conflitos pessoais, doenças psíquicas e físicas. O cérebro, como qualquer outra parte do nosso corpo precisa de fases de repouso e atividade. Estar sob constante atividade causa o estresse cognitivo, que por conseguinte gera redução na performance. Como um corpo que após muito exercício não é capaz de render e continuar na atividade.

O silêncio que o monge apresenta no livro é libertador e curativo. Não é fácil e leva tempo para o praticante desenvolver uma mente capaz de encarar o desafio do silêncio. A prática que o monge cita vem do zen-budismo e recebe o nome de silêncio nobre. Um silêncio consciente, que traz a respiração para o foco, junto com os demais sentidos. Praticar o silêncio nobre enquanto faz uma refeição é conseguir respirar, sentir os sabores, texturas, temperaturas e estar profundamente envolvido com a atividade. Não é almoçar tagarelando, engasgado pela pressa, quando não, perdido na timeline das redes sociais. O silêncio nobre nos lança para o agora e nos pede para viver com intensidade a única vida que existe: a do momento presente.

Outra prática é caminhar. Não é correr, nem andar apressado. É caminhar, sentindo a vida, o impacto dos pés ao solo, e a sincronia entre a respiração e os passos. O silêncio pode ser praticado em muitas tarefas do dia, como por exemplo, ao lavar louças. Estar atento ao fluxo de água, o sabão, os movimentos da mão e claro, tudo isso alinhado a uma respiração consciente e calma.

O autor diz que um dia de silêncio é milagroso: “Um dia sem alimentos sensoriais como e-mail, vídeos, livros e conversas é uma chance de limparmos nossa mente e aliviarmos o medo, a ansiedade e o sofrimento que podem entrar em nossa consciência e acumular-se por lá.”

O silêncio reorganiza nossa mente, coloca pensamentos em dia, quebra paradigmas e deixa a mente forte, preparada para os desafios da vida.

Top 5 Aprendizados

  1. Viver no agora é o único jeito de ser feliz.
  2. Muitas vezes silenciar é mais rico para a mente que tumultua-la de saberes e preocupações.
  3. A atenção plena leva humanidade aos pequenos gestos e tarefas.
  4. Respire consciente para trazer sua mente para o presente.
  5. O hábito de fazer as coisas correndo rouba muito da experiência de viver.
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Silêncio
Thich Nhat Hanh
Lucas Conchetto - 2018