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Clóvis De Barros Filho E Arthur Meucci

A vida que vale a pena ser vivida

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O livro dos professores Clóvis de Barros Filho e Arthur Meucci “A vida que vale a pena ser vivida” (Editora Vozes; 234 páginas; 33 reais) apresenta uma série de reflexões sobre a vida e seus sentidos. Através de um passeio pela história da filosofia, os autores discorrem sobre a possibilidade de felicidade e dos caminhos para encontrar a boa vida. De leitura fluída e enriquecedora, viajamos através do pensamento dos filósofos gregos aos pós-modernos.

Será que existe uma maneira geral de definir a vida boa? Ou será a vida boa, particular para cada um? Qual é a vida que vale a pena ser vivida? Esses e tantos outros questionamentos permeiam o livro do começo ao fim. De leitura dinâmica e muito bem humorada, o leitor diverte-se e aprende. A jornada pela história do pensamento dá suporte para o leitor refletir sobre a vida, seus desafios e angústias. Durante toda a história da humanidade uma questão se fez presente: qual é o sentido da vida? Afinal, por que estamos aqui? Como devo viver, conviver, qual é a conduta justa, valorosa, qual seria a boa vida? A dificuldade para responder essas perguntas continua grande. Filósofos brilhantes dedicaram suas vidas na busca por essas respostas e no percurso nos legaram profundas e belas reflexões.

Pela filosofia grega não deveríamos buscar formas de nos ocupar. Isso seria pecar contra a ordem do mundo, uma vez que todos nós temos nosso lugar comum. Enquanto um nasce para líder, outro nasce para músico, outro para marceneiro e outro para servo. Tudo debaixo do sol tem seu propósito, tudo é como só poderia ser. Aquele que foge à ordem cósmica é triste pois está fora de lugar. O indivíduo que é um ótimo escultor, faz belas peças de mármore, mas larga sua arte para ser um operário na indústria, não poderá ser feliz, pois ele está fora de lugar. Esse escultor precisa buscar o encaixe, somente naquilo que é ótimo, que nasceu para fazer, aquilo que é inegavelmente sua vocação, essa é a vida feliz, a vida harmonizada, encaixada. Logo, uma vida feliz é uma vida harmonizada com a natureza. Como diz o professor Clóvis: o sapo sapeia, a maré mareia, e nesse caso o escultor esculpe. Tudo como deveria ser.

A boa vida, diriam os estóicos, necessita de uma reconciliação com o real. Uma vida vivida, na expectativa de ser outra, de conquistas exageradas e de insatisfações, jamais será uma boa vida. Todo indivíduo precisa se reconciliar com o real. Aceitar a natureza da vida. A vida é imprevisível. Controlamos muito pouco da realidade. Devemos somente colocar nosso coração na vida que podemos dirigir, naquilo que está ao nosso alcance e controle. O que foge do nosso controle deve ser aceito como é. A reconciliação com o real é importante pois a vida é repleta de escolhas. Cada escolha que fazemos é em detrimento de outra. Cada escolha são muitas renúncias, muitas vidas que não serão vividas.

A vida portanto deve ser pensada, cabe aqui a máxima socrática “conhece-te a ti mesmo”. Por ser tão complexa e curta, a vida precisa ser cuidada e trabalhada. Os manuais de boa vida, os livros de autoajuda e os gurus, estão sempre prescrevendo a vida boa. Corra alguns quilômetros, coma linhaça, tenha os hábitos das pessoas eficazes, e tantas outras peripécias. Mas somos tão diferentes, seria possível um guia de boa vida para todos nós? Alguns são felizes correndo, outros caminhando, outros lendo, outros dançando, etc. A vida boa para um, não é necessariamente boa para outro. A vida dedicada à reflexão dá ao indivíduo condições de pôr todas essas ideias na balança e definir a vida que vale a pena ser vivida; sendo capaz de reconciliar-se com o real.

Fica para o leitor o desafio de criar sua própria vida. Criar sentido para sua jornada. A leitura, reflexão e a vida vivida no presente, são todas formas poderosas para enfrentar as angústias e desafios da vida. Então a vida que vale a pena ser vivida vai ser única para cada um, logo, cabe a cada um encontrar a boa vida.

Top 5 Aprendizados

  1. A vida boa pra um, não necessariamente é boa para o outro.
  2. Na vida intensa o tempo desaparece, experimentamos a felicidade e a eternidade.
  3. Ser feliz exige reconciliar-se com a vida.
  4. Uma vida boa supera em muito uma vida eterna fora de lugar.
  5. É preciso conhecer a si mesmo.
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A vida que vale a pena ser vivida
Clóvis De Barros Filho E Arthur Meucci
Lucas Conchetto - 2018